quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Visita da Marianna







No dia 30 de outubro, recebi, pela primeira vez, a visita de minha netinha Marianna. A expectativa por sua chegada era tão intensa que sentia as horas se arrastarem, como se o tempo estivesse zombando de mim. Foi nessa oportunidade que senti, com toda a sua força, a verdade irrefutável: o tempo é uma questão psicológica.

Se necessitarmos enfrentar algo que nos desagrada, passa rápido demais. No entando, se aquilo por que ansiamos é muito prazeroso, esse mesmo senhor da vida e da morte, passa célere demais.

Não foi diferente nos dias em que pude, literalmente, dormir, sonhar e viver com a Marianna. Os dias emprenderam uma corrida olímpica em direção ao pódio principal. Passaram rápido .

Ficarei, outra vez, à espera de mais uma visita dessa menina tão sonhada e tão linda...


(As fotos aí em cima são da Marianna. Serei uma avó coruja?)

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Nívia Andres, a eterna garotinha...





Quando fiz a postagem "Perdi o encantamento" estava, realmente , desestimulada. Havia lido textos do notável Luís Augusto Fischer e, num deles, falava sobre o seu desencanto e perda de tempo na manutenção de seu blog.

A primeira desilusão desse autor surgiu com os comentários postados por anônimos. Depois, com desaforos mal redigidos, verdadeiros atentados ao idioma luso, comentando algum texto que não agradara a leitor mal-letrado..

Isso também me aconteceu. Um estudante, creio que de oitava série, tecera críticas furiosas, porque postara as mudanças ocorridas no uso do hífen em "capítulos". O garoto ou garota queria tudo "juntinho"! Não tolerava ficar perdendo tempo procurando as outras partes (palavras do anônimo). Isso tudo repleto de desaforos. Para completar a fúria dele (ou dela), mandou-me e-mail completando o seu desagravo...

Foi a gota-d'água... Decidi parar...

Como a vida tem os momentos de inglória, mas, como o sol que volta a brilhar radioso, exibido e exuberante após violenta tempestade, hoje, ao abrir os meus e-mails, deparei-me com as palavras muito bem escritas e estimuladoras de Nívia Andres.

Para mim, eterna garotinha, a mesma menina linda com quem tive a honraria de, ainda incipiente e insipiente, ministrar as minhas primeiras aulas. Menina curiosa, olhos vivazes, verdadeira princezinha, que se destacava entre outras garotas da mesma idade.

Para sorte minha e da cidade em que vivemos, cresceu, todavia continuou linda, interessante, roubando os espanços em que circula. E que cabeça iluminada! Adoro ler os textos que escreve em jornal citadino. Menina-mulher cheia de ideias, mente que brilha e que sabe, através da palavra escrita, gerar novos motivos para os leitores atentos como eu continuarem buscando novas formas de comunicação.

(Adoraria encontrá-la em uma de minhas palestras para receber as suas críticas. Quase acredito que não seriam desairosas...)

Nívia, podes ter a certeza de que, mais uma vez, o comentário que colocaste neste blog, serviu como "mola propulsora" para eu continuar fazendo as postagens neste espaço. Embora o tempo de que diponho esteja se estreitando, sempre, motivada por ti, encontrarei momentos para retornar e escrever bem e bonito.

Plageando: "Sempre fica o perfume em mãos que oferecem flores" e a rosa aí de cima, ofereço-a só para ti.

Um abraço muito carinhoso.
Arlete

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Perdi o encantamento...









Perceberam que tenho "aparecido" muito pouco por aqui? Quero dizer, aquela vontade quase compulsiva que me fazia crir postagens novas a cada dia, desapareceu.

O encantamento inicial com essa forma de comunicação, ou seja, montar fatos novos para mostrar neste blog perdeu o sentido. Perda de tempo? Outras motivações? Que tipo de pessoas estão interessadas em minhas "bobagens"?


Só posso informar a vocês é que cansei...

Se a magia retornar, voltarei aqui outra vez. Por enquanto... adeuzinho!

Ofereço-lhes as lindas orquídeas aí de cima.

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sábado, 19 de setembro de 2009

As escolhas de uma vida








Recebi este texto de minha filha Daniella. É, exatamente, como encaro a vida...

A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz:
'Nós somos a soma das nossas decisões'.

Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu.

Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar 'minha vida'.

Não é tarefa fácil.
No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião.
Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura.

No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances.
Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar e, através do casamento, fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...

Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista?

Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado.

Por isso é tão importante o auto conhecimento.
Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos.

Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é.
Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.
Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido.

A estrada é longa e o tempo é curto.
Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as consequências destas ações.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado.

A escolha é sua...

Autor: Pedro Bial

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Este chão tem dono





A primeira vez em que tive um texto publicado em Zero Hora, minha emoção foi tão vívida que senti vontade de cantar, falar para as pessoas, amar o mundo inteiro. A felicidade intensificou-se através das ligações recebidas congratulando-me, não só pelo texto por mim escrito, mas por ter acrescido ao meu nome o de minha cidade e o de meu estado. Percebi que, quando se tem a origem publicada, os conterrâneos sentem-se, da mesma forma, prestigiados. Desde aquele momento, comecei a entender que pessoas sensíveis não precisam de muita coisa para se ufanar de seu chão, mesmo que incontáveis situações conspirem contra o senso pátrio. Palavras significativas e gestos concretos despertam-lhes a força imperiosa e telúrica, que lhes deveria ser contumaz e inerente.

É preciso que algo aconteça, uma data importante para que aflore o orgulho de se ter nascido em um determinado lugar e para se perceber que a Pátria não é só um determinante de nacionalidade. É o solo onde se plantam amores, as pessoas com quem se interage, o singelo prazer em se plantar flores, a magia do labor diário, a saudação entusiasmada a desconhecidos mesmo que tímida a resposta, a sensação do dever cumprido, o elogio desinteressado, o abraço caloroso, as despedidas na certeza do reencontro, o não ter que se pedir perdão, as trivialidades encantadoras da vida. Até a pressa que contagia, a vontade em pular etapas para mais rápido se chegar ao almejado, o arrependimento de não se ter tentado, o peso na consciência em burlar a balança na falta de comedimento alimentar, a saudade dos ausentes, a lágrima incontida, o telefonema adiado a amigos e familiares, os deslizes do cotidiano.

São reminiscências e estranhas realidades que fazem o doce sabor da vida. Se um simples texto publicado em grande jornal causa euforia, imagine-se o rufar de tambores anunciando a passagem de escolares desfilando garbosos em homenagem à Pátria, o som de violas e gaitas gemendo vanerões e rancheiras ou o trote de cavalos anunciando a Semana Farroupilha. Numa dança festiva, vislumbre-se cada cidade, cada estado, todo o país ufanando-se por feitos grandiosos de sua gente, pela eliminação das vilanias, pela percepção do povo educado, saudável, seguro, realizado, usufruindo das benesses geridas pelo progresso, sentindo-se orgulhoso de si e de seu país, não apenas no 7 ou no 20 de Setembro, mas em todos os dias.

O que os cidadãos de bem não querem mais é sentir a sua cidade, o seu estado e o seu país como um fardo difícil de carregar e de não encontrarem motivos para festejar. O que se deseja, inspirando-se na emblemática figura de Sepé Tiaraju, na semana dedicada ao Rio Grande do Sul, é poder bradar, com galhardia, “este chão tem dono!” e desejar que o torrão gaúcho retome a condição singular de “celeiro nacional”, desde que cada gaúcho seja um tropeiro do progresso sulino e um novo bandeirante do Brasil.

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Marianna, a minha netinha





Depois de longo tempo ausente, retorno para apresentar aos meus amigos visitantes a Marianna, a minha netinha, que nasceu no dia 24 de julho.

A emoção causada pelo nascimento dela renova-se todas as vezes em que a vejo no MSN (esse maravilhoso estreitador de amizades e bálsamo para amenizar ausências) ou olho alguma foto recebida por e-mail.

Sempre ouvi de minha mãe que neto (neta) "era um adorável filho (filha) cheio de açúcar". Acreditava ser exagero. Hoje tenho a certeza de que é um filho muito bem caramelado.

A Marianna, surgida em horas muito tristes de minha vida, ao nascer, o milagre aconteceu! Superei tudo e ao coração retornou o sorriso . Para ela, minha voz procurará sempre entoar doces canções de ninar.

Em meu mundo e amparada na imagem dela, permanecerei incansável roubando a policromia do arco-íris...

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sábado, 22 de agosto de 2009

Homenagem à Marianna




Juntamente com o comercial "Abra a felicidade", uma peça publicitária magnífica, promovendo a CocaCola, outro, o "Bebês patinadores" foi elaborado com tanto cuidado que parece serem, realmente, os bebezinhos que estão patinando.

Faço a postagem de hoje em homenagrm à minha netinha Marianna, que nasceu em 24 de julho. Cresce feliz ao lado de seus dedicados pais: Cesar e Daniella.


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